A mudança interior é o que cura a depressão - Rádio Comunhão - Comunhão Espírita de Brasília

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A mudança interior é o que cura a depressão

Depressão e espiritualidade foi o tema que a Associação Médico-Espírita do DF  apresentou na noite de sábado, dia 20, na Comunhão Espírita de Brasília, com a palestra do psiquiatra Flávio Braun, da AME de Santos (SP). O médico definiu depressão como uma dor da alma, não só um problema do funcionamento  bioquímico do cérebro.


Braun apresentou as características da doença: os pacientes depressivos ficam apáticos, cabisbaixos, com profunda tristeza e angustia, sentimento de vazio, apatia, desleixo consigo, choro escondido e fácil, perda de rendimento na vida profissional, baixa concentração, isolamento social, falta de autoconfiança, sentimento de culpa, problemas de sono e sensação de incompetência.  Tais sintomas atingem  entre 15 e 20% da população mundial, sendo que as mulheres sofrem mais com a depressão, talvez por questões hormonais.

Como quase todos já passamos, em alguma fase da vida, por situações semelhantes às descritas, o psiquiatra esclareceu que existem três tipos de depressão: a endógena ou persistente, conhecida como distimia (oriunda da deficiência de neurotransmissores), a causada por um quadro de doença ou desequilíbrio hormonal e as depressões reativas, que surgem a partir das frustrações da vida. Desta forma, Flávio Braun elencou que as causas da depressão podem ser  psicossociais, bioquímicas, de traumas emocionais ou físicos, de temperamento e espirituais.



De acordo com o médico, a visão tradicional da depressão leva em conta apenas a questão da química dos neurotransmissores e utiliza o tratamento medicamentoso.  Para os que estão com tendência depressiva, ele alertou para a sintonia com o mundo espiritual dos obsessores. “Aprender a se conhecer e observar os próprios defeitos é uma forma de não sintonizar com obsessores, porém a prepotência nos impede de olharmos a nós próprios”, afirmou. “A vida não satisfaz nossos desejos e ordens. Deus não é garçom de pedidos”, enfatizou. “Quando a vida não entrega o que queremos, ficamos abalados, abrindo campo para a obsessão”, disse.

Segundo o psiquiatra, tratar a depressão só com antidepressivo é enxugar gelo. “As tristezas, no fundo, são a raiva do que não nos acontece. É preciso que a pessoa fuja da neurose da culpa por meio de terapia. Somos responsáveis por nossos pensamentos e sentimentos. São eles que interferem nos neurotransmissores, causando a depressão”, afirmou.

Braun foi enfático ao explicar que a mudança interior é o que cura a depressão. Para isso, ele acredita que o médico precisa, além de tratar com remédios, cuidar da espiritualidade e do autoconhecimento. O palestrante concluiu: ” A felicidade consiste em transformar problemas em oportunidades, ser brando e resignado sem se sentir fracassado e perdoar sempre”.

Por Ana Cristina Sampaio Alves
Fotos: Vanessa Vieira

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